Federação dos Trabalhadores na agricultura no Rio Grande do Sul

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FETAG-RS participa de reunião com o presidente Bolsonaro

O presidente da FETAG-RS, Carlo Joel da Silva, esteve em Brasília, nesta quinta-feira (11), para reunião com o Presidente da República Jair Bolsonaro. Acompanhado por representantes da Farsul, da Federarroz, pelos deputados Alceu Moreira, Afonso Hamm e Jerônimo Goergen, dos senadores Luiz Carlos Heinze, do Rio Grande do Sul, e de Sebastião Amim, de Santa Catarina, além de prefeitos de São Borja, de Dom Pedrito e de Tapes. A comitiva estava acompanhada da Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina. 

 
O encontro teve como pauta a crise enfrentada pelos arrozeiros gaúchos que, mesmo batendo recordes em produtividade, estão falindo devido aos altos custos de produção somados aos baixos preços recebidos pela produção cereal. O Mercosul foi outro problema relatado ao presidente Bolsonaro, já que desde a sua implantação, há 28 anos atrás, em apenas 9 anos os preços do cereal foram positivo. 


O presidente da FETAG-RS, Carlos Joel, “colocou ao presidente Bolsonaro que o Mercosul não prejudica só arroz, mas também o trigo, o alho, a uva e principalmente o leite, cujo preço já começou a cair. Precisamos urgentemente de ações por parte do Governo Federal”.  

O presidente Bolsonaro disse entender a necessidade e autorizou a ministra Teresa Cristina e o Ministro da Economia Paulo Guedes a construírem uma solução para os produtores. 

A comitiva gaúcha questiona a permissão de entrada de produtos do Mercosul, e a impossibilidade de importação de insumos, de máquinas e de implementos, que são mais baratos nos países vizinhos e que ajudariam a para baixar os custos dos produtores brasileiros. 


Ficou acordado que o governo discutirá alternativas e que, assim que houver consenso, as entidades serão chamadas para fechar acordo. Joel lembrou ao presidente e a ministra “que não adianta renegociar dívidas se não criarmos mecanismos melhorem a renda do produtor. Sobre o Mercosul já que não conseguimos acabar com ele, precisamos rever alguns pontos específicos que amenizem os problemas”, completa Joel.

 

Fonte: Eduardo Oliveira