Federação dos Trabalhadores na agricultura no Rio Grande do Sul

Informativo

INFORMATIVO N° 1.473

Informativo FETAG-RS e Sindicatos dos Trabalhadores Rurais. Um programa da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul e dos 320 Sindicatos filiados. Transmitido em todo o Estado com informações para o trabalhador e a trabalhadora rural.

 

 

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PREÇO JUSTO X IMPORTAÇÃO: A GANGORRA DOS PRODUTORES DE LEITE

O Levantamento de Dados sobre a Cadeia Produtiva do Leite no Rio Grande do Sul elaborado pela FETAG-RS e pelos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais, apontou um preço médio pago ao produtor no mês de agosto, referente ao produto entregue no mês de julho, de R$1,66 por litro. O estudo revela a valorização do leite coletado no campo nos últimos meses, como também demonstram os dados divulgados pelo CEPEA e pelo Conseleite/RS.

 

A variação positiva no início do segundo semestre de 2020 é resultado de um aquecimento no consumo de produtos lácteos impulsionado pelos auxílios emergenciais do Governo Federal e pela desvalorização do Real frente ao Dólar, condição que favorece a exportação e a diminuição do estoque interno. Porém, este último fator também elevou de forma exponencial o custo de produção, estimulado pelos fertilizantes, pelos produtos veterinários e pela ração, esta última que teve o preço elevado em até 22% desde janeiro.

 

A rentabilidade da pecuária de leite é determinante para que os produtores continuem investindo e produzindo, dado que é uma atividade penosa que exige o trabalho de segunda à segunda, nos 365 dias do ano em horários que iniciam na madrugada e se encerram tarde da noite, muitas vezes em condições climáticas árduas. Ademais, os produtores de leite, assim como produtores de outras cadeias produtivas, necessitam cada vez mais se qualificar na administração da propriedade, na negociação e aquisição dos insumos, em índices zootécnicos do rebanho, em crédito rural e é claro no trabalho do dia a dia.

 

Resgatando o histórico de rentabilidade dos produtores de leite no Rio Grande do Sul, podemos verificar que há anos este elo da cadeia vem acumulando prejuízos recebendo centavos pelo produto comercializado. Isto, por óbvio, ajuda a explicar a redução drástica de produtores nos últimos 5 anos que ultrapassa os 30.000 de acordo com a Emater. A baixa remuneração recebida, frente ao trabalho e a expertise necessária para ter êxito na atividade, acaba literalmente os expulsando de uma atividade tão necessária, que é responsável pela produção de um alimento que está presente diariamente em todas mesas dos brasileiros e que movimenta a economia de 95% dos municípios gaúchos.

 

Os dados do Ministério da Indústria e Comercio Exterior (MDIC), revelam que a importação de produtos lácteos está novamente tomando patamares que irão impactar negativamente no preço do leite como foi em anos anteriores. De acordo com o Eng. Agrônomo da FETAG-RS, Kaliton Prestes, “o primeiro semestre de 2020 foi marcado por importações abaixo dos patamares de 2019, contudo, no mês de julho deste ano as indústrias estabelecidas no País importaram 30% a mais que em julho de 2019, sendo que de junho para julho de 2020 houve um aumento de aproximadamente 52% nas importações.” Os dados das importações de agosto são aguardados para confirmar o impacto na cadeia produtiva.

 

De acordo com o vice-presidente da FETAG-RS, Eugênio Zanetti, “frente a todo este cenário, não se pode admitir retrocessos na cadeia produtiva do leite. Os produtores precisam receber uma remuneração justa pelo trabalho que desempenham e o mercado precisa compreender isso, para que em um futuro próximo, plantas industriais não fiquem ociosas e consumidores não paguem um preço elevado pelos produtos lácteos.”

 

Zanneti reforça ainda que “leite importado não gera riqueza aqui, prejudica a economia dos pequenos municípios, ceifa a rentabilidade de pequenas indústrias e cooperativas e ainda prejudica de forma cruel os produtores que lutam para permanecer na atividade. Se o mercado pressionar para reduzir o preço pago ao produtor, os insumos ainda continuarão caros e o prejuízo já e anunciado.

 

ESPUMANTE É ELEITO O MELHOR DO BRASIL NA FRANÇA

 

Além de conquistar duas importantes medalhas de ouro na vigésima edição do concurso Citadelles du Vin, na França – com os Espumante Brut Chardonnay e Espumantes VG extra Brut –, a Cooperativa Vinícola Garibaldi foi outorgada com outro valioso reconhecimento. É da marca gaúcha o rótulo que obteve a pontuação mais elevada entre todos os brasileiros inscritos na avaliação. O merecedor do prêmio especial, entregue para apenas um produto de cada país, foi o Espumante Garibaldi Chardonnay.

 

O Citadelles du Vin reuniu, neste ano, mais de mil amostras, vindas de cerca de 40 países, e avaliadas por mais de 50 degustadores internacionais entre os dias 23 e 25 de junho, em Bourg. O concurso, realizado com a chancela da OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho), vem crescendo em representatividade e relevância no cenário vitivinícola mundial desde 1992 por descobrir e valorizar alguns dos melhores vinhos ao redor do mundo.

 

Fonte: Portal Agrolink  

 

 

COTAÇÕES RECORDES ESTIMULAM ORIZICULTORES

As cotações recordes do arroz em casca devem estimular produtores a aumentarem a área na próxima temporada, segundo informações do Cepea. De 31 de agosto a 8 de setembro, o Indicador do arroz ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros, com pagamento à vista, registrou expressivo aumento de 10,8%, fechando a R$ 104,17/saca de 50 kg nessa terça-feira, dia 8 – renovando seu recorde real histórico da série do Cepea (deflacionada pelo IGP-DI de agosto/20).

 

De acordo com o boletim informativo do Cepea, afirmam que as altas seguem atreladas à demanda aquecida. Vale lembrar que orizicultores ainda avaliam os custos e receitas, assim como a perspectiva para o período de comercialização em 2021, para efetivamente decidirem a área a ser destinada ao cereal.

 

Especificamente no Rio Grande do Sul, maior estado produtor de arroz, a área a ser semeada deve crescer 3,5% frente ao ano-safra anterior, podendo chegar a 969,2 mil hectares na temporada 2020/21, segundo informações do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) divulgadas em 3 de setembro.

Fonte: Portal Agrolink

 

 

 

CONTAG DEFENDE MANUTENÇÃO DE AUXÍLIO EMERGENCIAL DE R$ 600 ATÉ DEZEMBRO

 

Estamos no sexto mês de enfrentamento à pandemia de Covid-19 no País e o cenário é de crise, com alto índice de desemprego, de miséria e de descaso do governo com os trabalhadores, trabalhadoras e com os pobres. A CONTAG recebeu com indignação a edição da Medida Provisória 1000/20, que reduz à metade o valor do auxílio emergencial, ou seja, R$ 300,00. Algumas regras inseridas no texto da MP também podem desenquadrar algumas famílias contempladas nas primeiras parcelas do auxílio.

 

Sabemos que o Brasil está em crise, como outros países, mas defendemos que seja mantido o valor de R$ 600 até dezembro, garantindo a soberania e segurança alimentar de milhares de famílias que passam por dificuldades neste momento de pandemia. Esse recurso também vem contribuindo positivamente na economia local, principalmente dos pequenos e médios municípios.

 

Na semana passada, inclusive, realizamos mobilização para denunciar o alto número de benefícios previdenciários negados pelo INSS. Muitas famílias do campo, por exemplo, com os pedidos indeferidos, estão sobrevivendo à custa do auxílio emergencial. Reduzir à metade é colocar em risco o bem-estar de todos e todas.

 

A crise pode ser superada pós-pandemia com o seu povo forte, saudável e sentindo-se protegido pelo Estado brasileiro.

 

Neste sentido, a CONTAG soma-se à luta das Centrais Sindicais pedindo que o Congresso Nacional rejeite a Medida Provisória do governo e mantenha o auxílio emergencial como foi aprovado no início da pandemia, com os mesmos critérios e atendendo também aos agricultores e agricultoras familiares que ficaram prejudicados(as) a partir do veto presidencial ao PL 735/2020.

Fonte: CONTAG

 

 

A CONTRIBUIÇÃO SINDICAL MANTÉM O MOVIMENTO FORTE E ATUANTE


A Contribuição Sindical dos(as) Agricultores(as) Familiares é realizada para o Sistema Confederativo – CONTAG – FETAG e Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Ela é devida por toda a categoria, trabalhadores(as) ou empregados(as). Ou seja, todos aqueles que são trabalhadores rurais e não possuem empregados e exercem a atividade rural, individualmente ou em regime de economia familiar, sendo proprietário, arrendatário, parceiro, meeiro ou comodatário.

 

Para o tesoureiro-geral da FETAG-RS, Agnaldo Barcelos, a Contribuição Sindical é uma das formas de manter o Movimento Sindical atuante, forte e em constante luta para assegurar o direito dos agricultores familiares. Agnaldo reitera que embora a Contribuição seja facultativa, é uma obrigação dos agricultores(as), pois quando da conquista de um benefício para a classe todos recebem as melhorias.


O valor da Contribuição Sindical da Agricultura Familiar referente ao exercício 2020 é de R$ 35,00 (trinta e cinco reais) por membro do grupo familiar.