Federação dos Trabalhadores na agricultura no Rio Grande do Sul

Informativo

INFORMATIVO N° 1.399

Informativo Fetag e Sindicatos dos Trabalhadores Rurais.

 

Um programa da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul e dos 319 Sindicatos filiados.

 

Transmitido em todo o Estado com informações para o trabalhador e a trabalhadora rural.

 

 

 
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MUDANÇAS NO PROAGRO ASSUSTA FETAG-RS

 

As últimas notícias sobre o Proagro são alarmantes. O Ministério da Economia quer tirar o Banco Central do papel de administrador do Proagro e também instituir que o Tesouro Nacional não seja mais a seguradora do programa que garante o seguro rural da agricultura familiar.

 

 

A proposta de mudança passaria para seguradoras privadas a condução do seguro agrícola, impactando negativamente ao agricultor familiar. Na visão da FETAG-RS, os agricultores seriam lesados em relação aos benefícios que a política pública traz, “a política pública passaria a ser um produto de venda das seguradoras” afirma o presidente da FETAG-RS, Carlos Joel da Silva.

 


Ontem (25) a FETAG-RS e a CONTAG já trataram sobre este tema em Brasília, o que desencadeou uma reunião hoje (26) com o Ministério da Economia para tratar sobre este tema.

 


A Federação não aceitará mais este retrocesso para a agricultura familiar, “precisamos avançar em melhorias para trazer um pouco mais de segurança a quem coloca todas suas economias financeiras na lavoura e ainda, busca financiamento nas agências bancárias para colocar na terra. O mínimo que o governo deve fazer é dar através de um seguro decente mais segurança ao produtor” finaliza Carlos Joel.

 

 

 

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA DEFINE PADRÕES VISUAIS PARA FRUTAS, LEGUMES E VERDURAS

 

 

O Ministério da Agricultura estabeleceu padrões visuais de qualidade para 17 produtos hortícolas. As frutas, legumes ou verduras precisarão corresponder às características para serem consideradas próprias para o consumo. “O objetivo é auxiliar o consumidor a identificar esses produtos, assim como os fiscais”, informa a pasta.

 

 
O trabalho, realizado em conjunto com a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) e a Embrapa Hortaliças, define que os produtos devem estar: inteiros, limpos, firmes, sem pragas visíveis a olho nu, fisiologicamente desenvolvidos ou com maturidade comercial; e não podem: ter odores estranhos, estar excessivamente maduros ou passados, apresentar danos profundos, ter podridões, estar desidratados, murchos ou congelados.

 

 
Os primeiros hortícolas com padrão visual definido são: abacate, alface, banana, batata, caqui, laranja, mamão, manga, melão, melancia, maçã, uva, morango, nectarina, pêssego, tangerina e tomate.

 

 
Frutas natalinas

Os padrões já valem para as frutas natalinas importadas para as festas de final de ano, ou seja, não podem estar amassadas, podres, não desenvolvidos ou apresentar outros problemas. Os produtos que não obedeceram os requisitos poderão ser rechaçados nos pontos de entrada do país. Os auditores fiscais federais agropecuários estão autorizados a abrir caixas, por amostragem, para verificar a qualidade.

 

 
Os fiscais agropecuários passam por capacitação para identificar os produtos que estiverem fora dos padrões de qualidade estabelecidos pela IN 69.

 

 
Referência para mercado internacionalNesta semana, uma equipe do ministério e da Ceagesp está no Espírito Santo obtendo as imagens que serão referência para o padrão de qualidade do mamão. Posteriormente, este referencial da fruta será disponibilizado para a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que usará as imagens para o padrão visual de comercialização da fruta no mercado internacional.

 

 
Frutas para exportação

As frutas de exportação devem atender os padrões exigidos pela OCDE, dentro do chamado Programa de Frutas e Hortaliças.

 

 
As normas facilitam o comércio internacional de frutas e hortaliças por meio da harmonização das normas internacionais de comercialização. Adicionalmente, o programa visa facilitar o reconhecimento mútuo das inspeções pelos países participantes, com aceitação internacional dos certificados de qualidade emitidos.

 

 
No caso do Brasil, o padrão visual para a certificação de frutas destinadas à exportação se dará de forma voluntária, conforme interesse do exportador ou exigência do país importador.

 

 
Segundo o coordenador-Geral de Qualidade Vegetal do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), Hugo Caruso, os países importadores são bastante exigentes. “Eles têm pessoal treinado para não deixar ingressar produtos que não atendam aos requisitos mínimos de qualidade estabelecidos pelos padrões visuais”.

 

 
O coordenador explica que o processo de importação de países-membros do programa da OCDE é mais ágil e envolve custos mais baixos de inspeção. O Brasil foi aceito no final de 2017 como país integrante do Programa de Frutas e Hortaliças da OCDE. Para isso, é necessário adotar padrões internacionais de classificação em um sistema desenvolvido de forma conjunta pelos países-membros para o controle da qualidade e certificação.

 


Fonte: Canal Rural

 

 



JOVENS DO CAMPO ENCERRAM ENCONTRO ESTADUAL NA FETAG-RS

 

 

Após três dias de programação, chegou ao final na última sexta-feira, o Encontro Estadual de Jovens do Campo, que contou com a participação de mais de 320 jovens de todas as partes do Estado. O encontro teve como tema “O Jovem Fala”.

 

 
Durante os três dias de programação, os jovens foram divididos em grupos e encaminhados para os locais onde foram realizadas as oito oficinas, que trataram sobre Perspectivas sustentáveis e Comercialização em Redes; Cooperativismo e Comunicação Rural; Família – Convivência X Relacionamento; Geração de renda e o Jovem na gestão da propriedade; Mídias Sociais; A visão do jovem da prática sindical; Programa Jovem Saber; e Educação do campo.
Ao final das oficinas, os grupos de jovens foram desafiados a criar uma forma criativa de apresentar ao grande grupo o que de mais importante foi aprendido ao longo do Encontro. 

 

 
Conforme combinado nas oficinas, apresentações foram realizadas de formas variadas, através de música, encenação teatral e com diálogos entre os jovens. Além disso, os participantes tiveram a oportunidade de expressar pontos positivos do Encontro e os negativos, com sugestões de melhorias para as próximas edições.

 

 
A coordenadora de juventude da FETAG-RS, Diana Hahn, disse que o destaque do “encontro foi o envolvimento da juventude, que veio muito preparada. A mobilização começou muito antes e envolveu muitas pessoas, desde os dirigentes sindicais e coordenação do grupo. Quase todos os processos foram desenvolvidos pela juventude. Estamos muito satisfeitos com a nossa juventude e com o comprometimento que eles têm com a causa e com a agricultura familiar”.

 

 
Para Mônica Buffon, secretária Nacional de Jovens da CONTAG, “foi um grande prazer participar desse Encontro, que serve como uma preparação para o Festival Nacional da Juventude, que será realizado em Brasília, em abril do ano que vem. A juventude trouxe toda o potencial que eles apresentam no campo. O Encontro foi preparado nas bases, assim como o Festival Nacional é preparado. Espero toda essa juventude em Brasília, nos dias 28, 29 e 30 de abril de 2020”. 

 

 
Carlos Joel da Silva, presidente da FETAG-RS, encerrou as falas agradecendo a participação dos jovens e parabenizando pelo envolvimento de todos na organização do Encontro. Joel destacou o papel do jovem na agricultura familiar. “Sem a juventude de hoje, não se tem futuro, e vocês são a certeza do nosso amanhã. Onde vocês estiverem, façam a diferença”.

 

 



CONTRIBUIÇÃO SINDICAL É REAJUSTADA

 

 
A Contribuição Sindical dos(as) Agricultores(as) Familiares é realizada para o Sistema Confederativo – CONTAG – FETAG e Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Ela é devida por toda a categoria, trabalhadores(as) ou empregados(as). Ou seja, todos aqueles que são trabalhadores rurais e não possuem empregados e exercem a atividade rural, individualmente ou em regime de economia familiar, sendo proprietário, arrendatário, parceiro, meeiro ou comodatário.

 

 
Para a tesoureira-geral da FETAG-RS, Elisete Hintz, a Contribuição Sindical é uma das formas de manter o Movimento Sindical atuante, forte e em constante luta para assegurar o direito dos agricultores familiares. Elisete reitera que embora a Contribuição seja facultativa, é uma obrigação dos agricultores(as), pois quando da conquista de um benefício para a classe todos recebem as melhorias.

 

 
O valor da Contribuição Sindical da Agricultura Familiar referente ao exercício 2019 é de R$ 34,00 (trinta e quatro reais) por membro do grupo familiar.